{"id":115,"date":"2025-05-05T10:46:00","date_gmt":"2025-05-05T13:46:00","guid":{"rendered":"http:\/\/covildaserpentego.com.br\/?p=115"},"modified":"2025-05-14T16:49:57","modified_gmt":"2025-05-14T19:49:57","slug":"tres-em-cada-10-brasileiros-sao-analfabetos-funcionais","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/covildaserpentego.com.br\/?p=115","title":{"rendered":"Tr\u00eas em cada 10 brasileiros s\u00e3o analfabetos funcionais"},"content":{"rendered":"\n<p>Pesquisa mostra que n\u00edvel \u00e9 o mesmo de 2018<a href=\"https:\/\/www.aredacao.com.br\/noticias\/231803\/tres-em-cada-10-brasileiros-sao-analfabetos-funcionais#\"><\/a>\u00a0<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/files.aredacao.com.br\/upload\/content\/tres-em-cada-1-brasileiros-sao-analfabetos-funcionais.png\"  alt=\"tres-em-cada-1-brasileiros-sao-analfabetos-funcionais Tr\u00eas em cada 10 brasileiros s\u00e3o analfabetos funcionais\"   title=\"\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>(Foto: Geovana Albuquerque\/Ag\u00eancia Bras\u00edlia)<br><\/p>\n\n\n\n<p>Tr\u00eas em cada dez brasileiros com idade entre 15 e 64 anos ou n\u00e3o sabem ler e escrever ou sabem muito pouco a ponto de n\u00e3o conseguir compreender pequenas frases ou identificar n\u00fameros de telefones ou pre\u00e7os. S\u00e3o os chamados analfabetos funcionais. Esse grupo corresponde a 29% da popula\u00e7\u00e3o, o mesmo percentual de 2018.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados s\u00e3o do Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf), divulgado nesta segunda-feira (5), e acendem um alerta sobre a necessidade e import\u00e2ncia de pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas para reduzir essa desigualdade entre a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O Inaf traz ainda outro dado preocupante. Entre os jovens, o analfabetismo funcional aumentou. Enquanto em 2018, 14% dos jovens de 15 a 29 anos estavam na condi\u00e7\u00e3o de analfabetos funcionais, em 2024, esse \u00edndice subiu para 16%. Segundo os pesquisadores respons\u00e1veis pelo estudo, o aumento pode ter ocorrido por causa da pandemia, per\u00edodo em que as escolas fecharam e muitos jovens ficaram sem aulas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Teste<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O indicador classifica as pessoas conforme o n\u00edvel de alfabetismo com base em um teste aplicado a uma amostra representativa da popula\u00e7\u00e3o. Os n\u00edveis mais baixos, analfabeto e rudimentar, correspondem juntos ao analfabetismo funcional. O n\u00edvel elementar \u00e9, sozinho, o alfabetismo elementar e, os n\u00edveis mais elevados, que s\u00e3o o intermedi\u00e1rio e o proficiente correspondem ao alfabetismo consolidado.<\/p>\n\n\n\n<p>Seguindo a classifica\u00e7\u00e3o, a maior parcela da popula\u00e7\u00e3o, 36%, est\u00e1 no n\u00edvel elementar, o que significa que compreende textos de extens\u00e3o m\u00e9dia, realizando pequenas interfer\u00eancias e resolve problemas envolvendo opera\u00e7\u00f5es matem\u00e1ticas b\u00e1sicas como soma, subtra\u00e7\u00e3o, divis\u00e3o e multiplica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Outras 35% est\u00e3o no patamar do alfabetismo consolidado, mas apenas 10% de toda a popula\u00e7\u00e3o brasileira est\u00e3o no topo, no n\u00edvel proficiente.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Limita\u00e7\u00e3o grave<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o coordenador da \u00e1rea de educa\u00e7\u00e3o de jovens e adultos da A\u00e7\u00e3o Educativa, uma das organiza\u00e7\u00f5es respons\u00e1veis pelo indicador, Roberto Catelli, n\u00e3o ter dom\u00ednio da leitura e escrita gera uma s\u00e9rie de dificuldades e \u00e9 \u201cuma limita\u00e7\u00e3o muito grave\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele defende que s\u00e3o necess\u00e1rias pol\u00edticas p\u00fablicas para garantir maior igualdade entre a popula\u00e7\u00e3o.\u201cUm resultado melhor s\u00f3 pode ser alcan\u00e7ado com pol\u00edticas p\u00fablicas significativas no campo da educa\u00e7\u00e3o e n\u00e3o s\u00f3 da educa\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m na redu\u00e7\u00e3o das desigualdades e nas condi\u00e7\u00f5es de vida da popula\u00e7\u00e3o. Porque a gente v\u00ea que quando essa popula\u00e7\u00e3o continua nesse lugar, ela permanece numa exclus\u00e3o que vai se mantendo e se reproduzindo ao longo dos anos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa mostra ainda que mesmo entre as pessoas que est\u00e3o trabalhando, a alfabetiza\u00e7\u00e3o \u00e9 um problema: 27% dos trabalhadores do pai?s s\u00e3o analfabetos funcionais, 34% atingem o ni?vel elementar de alfabetismo e 40% te?m ni?veis consolidados de alfabetismo.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 mesmo entre aqueles com alto n\u00edvel de escolaridade, com ensino superior ou mais, 12% s\u00e3o analfabetos funcionais. Outros 61% est\u00e3o na outra ponta, no n\u00edvel consolidado de alfabetiza\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Desigualdades<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m diferen\u00e7as e desigualdades entre diferentes grupos da popula\u00e7\u00e3o. Entre os brancos, 28% s\u00e3o analfabetos funcionais e 41% est\u00e3o no grupo de alfabetismo consolidado. J\u00e1 entre a popula\u00e7\u00e3o negra, essas porcentagens s\u00e3o, respectivamente, 30% e 31%. Entre os amarelos e ind\u00edgenas, 47% s\u00e3o analfabetos funcionais e a menor porcentagem, 19%, tem uma alfabetiza\u00e7\u00e3o consolidada.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a coordenadora do Observat\u00f3rio Funda\u00e7\u00e3o Ita\u00fa, Esmeralda Macana, entidade parceira na pesquisa, \u00e9 preciso garantir educa\u00e7\u00e3o de qualidade a toda a popula\u00e7\u00e3o para reverter esse quadro que considera preocupante. Ela defende ainda o aumento do ritmo e da abrang\u00eancia das pol\u00edticas p\u00fablicas e a\u00e7\u00f5es:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA gente vai precisar melhorar o ritmo de como est\u00e3o acontecendo as coisas porque estamos j\u00e1 em um ambiente muito mais acelerado, em meio a tecnologias, \u00e0 intelig\u00eancia artificial\u201d, diz. \u201cE aumentar a qualidade. Precisamos garantir que as crian\u00e7as, os jovens, os adolescentes que est\u00e3o ainda, inclusive, no ensino fundamental, possam ter o aprendizado adequado para a sua idade e tudo aquilo que \u00e9 esperado dentro da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica\u201d, acrescenta.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Indicador<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Inaf voltou a ser realizado depois de seis anos de interrup\u00e7\u00e3o. Esta edi\u00e7\u00e3o contou com a participa\u00e7\u00e3o de 2.554 pessoas de 15 a 64 anos, que realizaram os testes entre dezembro de 2024 e fevereiro de 2025, em todas as regi\u00f5es do pa\u00eds, para mapear as habilidades de leitura, escrita e matem\u00e1tica dos brasileiros. A margem de erro estimada varia entre dois e tr\u00eas pontos percentuais, a depender da faixa et\u00e1ria analisada, considerando um intervalo de confian\u00e7a estimado de 95%.<\/p>\n\n\n\n<p>Este ano, pela primeira vez, o Inaf traz dados sobre o alfabetismo no contexto digital para compreender como as transforma\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas interferem no cotidiano.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo foi coordenado pela A\u00e7\u00e3o Educativa e pela consultoria Conhecimento Social. A edi\u00e7\u00e3o de 2024 \u00e9 correalizada pela Funda\u00e7\u00e3o Ita\u00fa em parceria com a ?Funda\u00e7\u00e3o Roberto Marinho, ?Instituto Unibanco, Fundo das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Inf\u00e2ncia (Unicef) e Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Educa\u00e7\u00e3o, Ci\u00eancia e Cultura (Unesco).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa mostra que n\u00edvel \u00e9 o mesmo de 2018\u00a0 (Foto: Geovana Albuquerque\/Ag\u00eancia Bras\u00edlia) Tr\u00eas em cada dez brasileiros com idade entre 15 e 64 anos ou n\u00e3o sabem ler e escrever ou sabem muito pouco a ponto de n\u00e3o conseguir compreender pequenas frases ou identificar n\u00fameros de telefones ou pre\u00e7os. S\u00e3o os chamados analfabetos funcionais. 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